Boa Noite Doentes do FCP
Depois de um final de ano amargo com a derrota para a Taça da Liga frente ao Marítimo e no início do ano ao sermos derrotados para o campeonato frente ao Sporting, o Porto tinha pela frente um teste difícil frente à formação vila-condende do Rio Ave. Julen Lopetegui era um treinador sob pressão e pretendia demonstrar que tinha capacidade para liderar esta equipa. O treinador procedeu algumas alterações com as entradas de André André e Marcano e as saídas de Rúben Neves e Maicon.
A entrada do Porto na partida tinha como objectivo marcar cedo para tirar alguma pressão dos jogadores. E isso foi o que ficou evidenciado durante a maior parte do primeiro tempo com troca de bola rápida e algumas ocasiões desperdiçadas pelos atacantes portistas. O Rio Ave defendia como podia e sempre remetido ao meio campo defensivo. O guardião do Rio Ave teve de se elevar a um bom nível para defender os remates de Maxi Pereira e Marcano na sequência de um canto. O golo porém surgiu pouco depois por Herrera que aproveitou um ressalto de bola e rematou de pé esquerdo conseguindo um golo de belo efeito apesar da bola ter embatido num defesa vila-condense. Os dragões dominavam completamente a partida. Porém o Rio Ave teve a felicidade similar aquela que o Porto obteve aquando do remate de Herrera mas desta vez mais evidente com um remate de João Novais que embateu em Danilo, ganhando um efeito caprichoso que fez entrar a bola no canto inferior esquerdo da baliza de Casillas. O golo afetou os jogadores portistas e também a sorte não queria nada neste jogo com o Porto. Antes do intervalo André André cabeceou à base do poste após cruzamento de Aboubakar e ainda viu Cássio dar uma sapatada na recarga do próprio médio. O intervalo chegou pouco depois com um resultado injusto mas que premeia a boa organização defensiva do Rio Ave.
No segundo tempo o Rio Ave entrou mais desinibido e ameaçador e começou a criar mais lances de perigo. Os jogadores portistas iam sentindo as pernas a "tremer" e o tempo a passar sem que fossem criados lances de verdadeiro perigo. Apesar de na segunda parte o Porto estar a praticar um futebol pobre, sem ideias e sem objectividade, os adeptos continuavam a incentivar e a puxar pela equipa. O Rio Ave continuava encostado às cordas mas o Porto tinha dificuldades em criar lances de perigo, até porque os minutos iam passando e a ansiedade aumentava, já que era fundamental vencer depois da derrota frente ao Sporting. A melhor ocasião do segundo tempo pertenceu aos 59´ ao vançado Aboubakar com um remate à meia volta detido por Cássio. Os jogadores não correspondiam e nem as entradas de André Silva e Varela no final mudaram o cariz do jogo. No final da partida os assobios e os lenços brancos eram imensos e sentia-se no estádio uma perfeita desilusão face ao futebol praticado principalmente no segundo tempo. Agora resta levantar a cabeça, repensar o estilo de jogo que o Porto tem praticado nestas últimas semanas e principalmente alterar a atitude de alguns jogadores que vão para dentro do campo sem qualquer ambição e sem qualquer noção da dimensão da camisola que estão a envergar.
SOMOS PORTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
