Boa Noite Doentes do FCP
Numa partida que se aguardava de muitos nervos, depois de no fim de semana anterior os dragões terem escorregado em Coimbra e terem efetuado uma exibição paupérrima, capaz de muitos adeptos terem ido logo a seguir ao jogo pedir explicações aos jogadores e equipa técnica. Apesar de todos os sobressaltos, o treinador manteve-se e tínhamos pela frente um Braga sempre muito complicado de bater, apesar de estar a fazer um campeonato muito abaixo das expetativas.
A entrada da partida foi como se esperava de muitos nervos para o Porto em que como em jogos anteriores não conseguia ligar as jogadas, os jogadores tentavam fazer as coisas individualmente e a sequência de passes era nula, levando os adeptos a um ataque de nervos. O Braga entrou bem, fechando os espaços para a baliza de Eduardo. A primeira parte foi tão sonolenta que só a partir dos 30 minutos é que o Porto rematou pela primeira vez à baliza. A primeira parte chegou ao fim com um coro de assobios monumental da parte dos adeptos portistas face à exibição tão cinzenta dos jogadores.
Ao intervalo, Lucho Gonzalez lesionado deu o seu lugar ao médio Carlos Eduardo que foi o impulsionador da segunda parte, permitindo ao treinador Paulo Fonseca inverter o triângulo do meio campo e dando mais liberdade a Herrera e ficando mais recuado o internacional belga Steve Defour. O que é certo é que a segunda parte foi completamente diferente com uma dinâmica ofensiva muito grande, maior pressão sob o portador da bola e consequentemente mais oportunidades de perigo. Logo na entrada do segundo tempo num cruzamento de Varela permitiu ao colombiano Jackson Martinez ganhar espaço e rematar com sucesso para o primeiro golo dos dragões. Este golo foi um alívio para os adeptos e permitiu ao jogadores se soltarem mais e criarem mais jogadas de perigo. O Braga muito longe daquilo que já fez no dragão noutros tempos foi uma equipa sem ideias e essencialmente sem criar lances de perigo. Do outro lado as oportunidades de perigo sucediam-se e os adeptos do Porto desesperavam. Contudo a poucos minutos do final, numa boa jogada de entendimento permitiu a Jackson Martinez encontrar o caminho do golo, fechando com chave de ouro uma segunda parte de bom nível.
Esta vitória teve duas leituras: uma primeira parte pobre de espírito sem ideias e capaz de levar os adeptos ao desespero e uma segunda parte de bom nível, com dinâmica ofensiva e um meio campo completamente transfigurado, onde o nosso técnico foi inteligente ao ponto de inverter o triângulo e teve sucesso com essa mudança. Agora há que manter o nível de jogo mais constante para não correr o risco de surpresas.
SOMOS PORTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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